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Deficiência em proteína provoca redução no número de células hematopoiéticas em animais.

Deficiência em proteína provoca redução no número de células hematopoiéticas em animais.

A queda foi de mais de 25%. Animais com desnutrição protéica produzem células sangüíneas em menor quantidade e grande parte delas com anomalias. A conseqüência é uma maior vulnerabilidade a infecções.

A queda foi de mais de 25%. Animais com desnutrição protéica produzem células sangüíneas em menor quantidade e grande parte delas com anomalias. A conseqüência é uma maior vulnerabilidade a infecções.

Uma linha de pesquisa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP mostra que a desnutrição protéica provoca uma "desorganização" no tecido da medula óssea e prejudica a produção de células sangüíneas. Pessoas acometidas por esse tipo de desnutrição - que é o mais freqüente - são mais suscetíveis a infecções e tendem a apresentar piores respostas a tratamentos contra outras doenças.

Os estudos estão sendo conduzidos pela professora Primavera Borelli, do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas. Antes das pesquisas realizadas na FCF, pouco se sabia sobre como a desnutrição protéica afetava a produção de células.

Testes feitos com camundongos mostram que a deficiência em proteínas provoca uma redução de mais de 25% das células hematopoiéticas (produtoras de células sangüíneas) da medula óssea e altera a matriz extracelular. A matriz, uma espécie de massa que une as células, tem papel fundamental na regulação das células-tronco hematopoiéticas - permite, por exemplo, a interação e a troca de substâncias entre elas.

Com essas alterações, o ciclo das células na medula óssea fica comprometido. "O organismo com deficiência em proteínas produz células sangüíneas em menor quantidade e boa parte delas com anomalias", explica a professora. Por isso, pessoas desnutridas apresentam anemia (redução do número de glóbulos vermelhos) e leucopenia (redução do número de leucócitos), acarretando maior vulnerabilidade a infecções.

Terapias

Ao identificar quais os mecanismos que provocam essa alteração, os estudos realizados na FCF podem auxiliar no desenvolvimento de novos medicamentos e levar à mudança de procedimentos terapêuticos. "Sabe-se que o paciente desnutrido deve ser recuperado nutricionalmente, mas a conduta médica não é uniforme", destaca Primavera. Não há consenso, por exemplo, sobre uso de suplementos e quantidade ou tipo de alimento que se deve ingerir.

"Agora, nossas pesquisas estão procurando entender quais são os mecanismos que fazem com que haja essas alterações na matriz extracelular e na produção de células sangüíneas", diz a professora. "Outro foco é verificar se esse problema é revertido ao recuperarmos o animal da desnutrição". Resultados preliminares têm mostrado que a desnutrição afeta seriamente o tecido hematopoiético e por isso, talvez o quadro não seja revertido.

A preocupação em estudar os mecanismos da desnutrição se justifica: ela afeta cerca de 800 milhões de pessoas no mundo e compromete várias funções do organismo. Apesar de ter um fundo socioeconômico na maioria dos casos, ela também aparece como resultado de outras doenças e tratamentos - pessoas submetidas a quimioterapia, por exemplo, costumam apresentar quadros de desnutrição.

Desejo a você a metade de toda a felicidade do mundo, pois a outra metade já é minha por ter conhecido você.

desconhecido

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