X

Disco de 78 rotações (disco de goma-laca)

No Brasil, os últimos 78 rotações foram produzidos em 1964.

O disco de 78 rotações era uma chapa (formato bolacha), geralmente de cor negra, empregada no registro de áudio (músicas, discursos, efeitos sonoros, trilha sonora de filmes, etc.). Em geral, foram grandemente utilizados na primeira metade do século XX.
O material utilizado em sua fabricação era a goma-laca, que dava uma característica rija, vítrea e extremamente frágil ao formato. Eram executados inicialmente nos gramofones e, posteriormente, nos toca-discos eléctricos.

A velocidade utilizada para sua audição era de 78 rotações por minuto, peculiaridade que acabou dando nome a tais discos depois da chegada do LP (Long-Playing), para diferenciá-los da então nova mídia. Possuíam normalmente uma música de cada lado, com uma capacidade de até 4 ou 5 minutos em cada face.

Seu tamanho-padrão era de 25 cm (10 polegadas). No começo, gravava-se apenas um lado do disco. Posteriormente, no meio da década de 10 do século XX, os discos começaram a ter por padrão os dois lados gravados.
No Brasil, o formato 78 rpm foi utilizado de 1902 a 1964.
Até 1948 eram o único meio de armazenamento de áudio, quando foi inventado o LP, mais resistente, flexível, e com maior tempo de duração.

História

Sua criação é atribuída a Émile Berliner, canadense, na década de 1870. Berliner divergia de Thomas Edison em relação ao formato a ser adotado para armazenar a gravação sonora, invento ainda recente. Edison apostou nos cilindros de cera, de duração de 1 a 3 minutos, que possuíam menor ruído, porém de menor alcance sonoro (aposta, aliás, fadada ao fracasso, com o cancelamento definitivo do formato de cilindro em 1912). Em um primeiro momento a invenção de Berliner foi encampada por uma famosa empresa alemã de brinquedos, que o vendia como tal, junto com um gramofone de dimensões reduzidas.

No final da década de 1890, Berliner criava a Gramophone Company, existente ainda hoje com o nome de EMI (Electric and Music Industries), importante selo no mercado mundial da música. A velocidade e o formato, porém não estavam ainda definidos. Haviam discos de 76, 79, 80 rotações, e os tamanhos variavam de 15, 17, 20, 25 a 30 cm. Tal divergência advinha dos diferentes métodos e técnicas de gravação desenvolvidas pelas primeiras marcas, ainda no início do século XX.

Finalmente, na metade da década de 10 a Victor Record Company (mais tarde RCA Victor) estabeleceu o padrão mais conhecido, e com o qual se denominam os tais discos: 78 rotações por minuto, com as dimensões de 25 cm (ainda continuaram a ser editados discos de dimensões maiores, especialmente para peças de música clássica, de maior duração) O auge do uso deste formato deu-se nas décadas de 40 e 50, quando o consumo de discos para uso particular tornou-se um costume difundido no mundo inteiro. Mas, ao mesmo tempo, em 1948, surgiria o formato que iria substituí-lo: o LP (Long-Playing), de 33 rotações e 30 cm.

Esse tipo de disco teve ainda uma sobrevida de alguns anos. Nos Estados Unidos, sua produção cessou em 1957. No Brasil, os últimos 78 rotações foram produzidos em 1964. Já em alguns países africanos como Nigéria e Gana, ou ainda Índia, Colômbia, Guatemala e na extinta União Soviética, o formato continuou sendo utilizado até o início da década de 1970.

O homem aprendeu a escrever os defeitos no bronze e as virtudes na água.

Beethoven

mais frases

Powered by Genesis Digital