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Papilomavírus humano (HPV)

O HPV não deve ser encarado como doença, mas como fator de risco para câncer...

O papilomavírus humano (HPV) é o vírus sexualmente transmissível mais comum no mundo e alguns estudos comprovam que cerca de 20% dos adultos sexualmente ativos são infectados por um ou mais dos seus 120 tipos. O Ministério da Saúde estima que cerca de 3% das mulheres portadoras do HPV podem desenvolver câncer de colo uterino. Mas a identificação e o tratamento das lesões precursoras previnem o desenvolvimento da doença maligna.

Para os especialistas, o vírus não é motivo de preocupação, mas de atenção. Muitas pessoas são portadoras e não chegam a ter problemas, mas, para parte das mulheres, o vírus pode causar lesões precursoras do câncer de colo uterino. O grande problema é que cerca de 10% das mulheres nunca fizeram o exame de Papanicolau ou preventivo, que identifica as lesões.

Normalmente, as pessoas entram em contato com o HPV no início de sua vida sexual. Ele pode se manifestar por verrugas esbranquiçadas ou pequenos sinais que aparecem na região genital ou sua presença pode ser sugerida no exame preventivo. Geralmente o sistema imunológico consegue eliminar o vírus ou mantê-lo em um estado de latência, em que não existem lesões.

A transmissão ocorre, na maioria das vezes, por contato sexual ou, com menor freqüência, de mãe para filho durante o parto normal. Não existem evidências confiáveis de que toalhas, roupas íntimas ou assentos de vasos sanitários transmitam a infecção. O uso da camisinha, especialmente a feminina, e a prática do sexo seguro contribuem para sua prevenção.

Como o papilomavírus humano pode permanecer durante anos em estado de latência, suas manifestações podem aparecer ou reaparecer em qualquer momento da vida sem um motivo aparente. Esta característica, segundo o médico Fábio Russomano, chefe do Setor de Patologia Cervical e Colposcopia do Instituto Fernandes Figueira (IFF) da Fiocruz, ajuda a criar alguns preconceitos que causam um sofrimento desnecessário aos portadores da doença.

"É importante ressaltar que o HPV não é sinônimo de promiscuidade, pois a maior parte das pessoas se contagia no início da vida sexual e não porque teve muitos parceiros. Outro mito é o da infidelidade. A mulher que sempre faz o preventivo e tem o diagnóstico do vírus último exame, acha que adquiriu a doença recentemente e que foi infectada pelo parceiro. Isso nem sempre é verdade, pois os sintomas podem aparecer em qualquer momento da vida, semanas ou anos após a contaminação", diz Russomano.

A melhor maneira de detectar a lesão precursora de câncer de colo de útero é o exame Papanicolau. Ele é feito em toda a rede básica de saúde do município do Rio de Janeiro, que faz parte do Programa Nacional de Prevenção do Câncer do Colo Uterino, coordenado pelo Ministério da Saúde através do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Quando uma lesão precursora é identificada, a mulher é encaminhada para um dos pólos de colposcopia onde pode ser retirada. Após o tratamento, a paciente é acompanhada para detectar lesões residuais ou recorrentes. "O HPV não deve ser encarado como doença, mas como fator de risco para câncer que é precedido por lesões facilmente identificadas e tratadas. O desenvolvimento do câncer é facilmente prevenido, desde que a mulher faça regularmente os exames preventivos" conclui Russomano.

Que o amor continue a ter espaços em seu coração e que o extrapole através dos seus gestos desde os mais simples aos mais sofisticados.

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